Sempre gostei do cinema nacional. Principalmente quando é algum tema regional, que retrata a sociedade de determinado local do Brasil, mesmo que com personagens um tanto caricatos.
Quando assisti ao Tropa de Elite 1, fiquei impressionada com a naturalidade do filme, não com as invasões do BOPE no morro, porque essas eu nunca vi cara a cara mesmo, mas me impressionou a realidade das cenas do cotidiano. Pareciam ter sido tiradas direto da nossa casa para a telinha do cinema. O jeito do capitão Nascimento falar com a mulher dele, a maneira como ele se estressa, a reconciliação depois da briga... Enfim tudo muito real.
E foi com esse otimismo que fui ao cinema assistir “Família vende tudo”. Mas decepcionou. O filme é tosco. Não consigo achar outra palavra pra definir. Até consegue tirar risada da platéia, mas nada demais. No máximo dá pra rir com o garoto que colocaram de filho do Lima Duarte e da Vera Holtz, com seu palavrões aqui e acolá e seu jeito de malandrinho de ser.
O enredo é confuso e um tanto desconexo (ou vai ver é tão complexo que a loira aqui não entendeu...). A família é formada por muambeiros que ganham a vida vendendo artigos do Paraguai nos semáforos da vida. O irmão mais velho é crente, membro de alguma igreja neopentecostal, a irmã é do tipo “dou pra qualquer um e ninguém tem nada a ver com isso”, e o caçula é o menino a quem já me referia acima.
O filme começa com o depoimento da bispa que foi “abençoada” por Deus depois de engravidar de um famoso e receber uma pensão de 12 mil reais por mês. E termina com todo o elenco “convertido”, dentro de uma igreja neopentecostal, cantando “louvores” a Deus com as mãos erguidas.
A gozação é tão grande que a música evangélica confunde-se com o ritmo da música do cantor brega, que vira agora cantor de igreja. E é incrível: não tem diferença nenhuma! Os rebolados sãos os mesmos, o ritmo é o mesmo, a folia é a mesma!
Isso me fez pensar em como as (pseudo)igrejas de hoje oferecem o produto que o povo quer comprar. Incorporaram a cultura sem peneirar. Apenas uma roupa gospel é colocada para parecer “mais de Deus”. Mas o rebolado é o mesmo. A música ruim é a mesma.
Sem contar que o filho mais velho, que é crente e “moralista” (quando convém ser), é uma verdadeira piada. Tem a carcaça do politicamente correto, mas é tão corrupto e malandro como todo o resto da família. Provém dele a grande ideia de pôr a irmã como isca para pegar o peixe grande.
Ah, e é claro que tem muitas cenas picantes. Cenas, aliás, totalmente desnecessárias, que mais uma vez desvalorizam a mulher brasileira, tratando nosso corpo apenas como um patrimônio nacional.
Mas nada como conferir pessoalmente e, a partir daí, tirar suas próprias conclusões!
Quando assisti ao Tropa de Elite 1, fiquei impressionada com a naturalidade do filme, não com as invasões do BOPE no morro, porque essas eu nunca vi cara a cara mesmo, mas me impressionou a realidade das cenas do cotidiano. Pareciam ter sido tiradas direto da nossa casa para a telinha do cinema. O jeito do capitão Nascimento falar com a mulher dele, a maneira como ele se estressa, a reconciliação depois da briga... Enfim tudo muito real.
E foi com esse otimismo que fui ao cinema assistir “Família vende tudo”. Mas decepcionou. O filme é tosco. Não consigo achar outra palavra pra definir. Até consegue tirar risada da platéia, mas nada demais. No máximo dá pra rir com o garoto que colocaram de filho do Lima Duarte e da Vera Holtz, com seu palavrões aqui e acolá e seu jeito de malandrinho de ser.
O enredo é confuso e um tanto desconexo (ou vai ver é tão complexo que a loira aqui não entendeu...). A família é formada por muambeiros que ganham a vida vendendo artigos do Paraguai nos semáforos da vida. O irmão mais velho é crente, membro de alguma igreja neopentecostal, a irmã é do tipo “dou pra qualquer um e ninguém tem nada a ver com isso”, e o caçula é o menino a quem já me referia acima.
É uma família obviamente problemática, pois colocam o corpo da filha à venda, na tentativa de mudarem de vida dando o golpe da barriga no cantor brega Ivan Carlos, que tem mulher e filhos. A tentativa é frustrada, pois Ivan foi “castrado” há muito para não sair fazendo filho na mulherada como um touro reprodutor.
Não quero aqui contar o final do filme, se bem que você, caro leitor, não perde nada em deixar de assistir. Mas a única coisa interessante que pude absorver do filme é a crítica ao gado evangélico.
O filme começa com o depoimento da bispa que foi “abençoada” por Deus depois de engravidar de um famoso e receber uma pensão de 12 mil reais por mês. E termina com todo o elenco “convertido”, dentro de uma igreja neopentecostal, cantando “louvores” a Deus com as mãos erguidas.
A gozação é tão grande que a música evangélica confunde-se com o ritmo da música do cantor brega, que vira agora cantor de igreja. E é incrível: não tem diferença nenhuma! Os rebolados sãos os mesmos, o ritmo é o mesmo, a folia é a mesma!
Isso me fez pensar em como as (pseudo)igrejas de hoje oferecem o produto que o povo quer comprar. Incorporaram a cultura sem peneirar. Apenas uma roupa gospel é colocada para parecer “mais de Deus”. Mas o rebolado é o mesmo. A música ruim é a mesma.
Sem contar que o filho mais velho, que é crente e “moralista” (quando convém ser), é uma verdadeira piada. Tem a carcaça do politicamente correto, mas é tão corrupto e malandro como todo o resto da família. Provém dele a grande ideia de pôr a irmã como isca para pegar o peixe grande.
Ah, e é claro que tem muitas cenas picantes. Cenas, aliás, totalmente desnecessárias, que mais uma vez desvalorizam a mulher brasileira, tratando nosso corpo apenas como um patrimônio nacional.
Mas nada como conferir pessoalmente e, a partir daí, tirar suas próprias conclusões!

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