quarta-feira, 16 de março de 2011

Sobre os santos

Acabo de ler o livro Marina - A vida por uma causa. E já comecei a leitura de outra biografia de santo: Francisco de Assis - O santo relutante.

Refiro-me aos dois como santos não pela leveza desses dois personagens, que para alguns até "levitam". Mas sim por suas percepções corretas do que é se tornar verdadeiramente santo: humanizar-se cada vez mais.

Marina, com todo o seu envolvimento social desde a juventude, sua gana por justiça social, sua luta pelos mais fracos, demonstra com suas obras o tamanho de sua fé. Afinal, a fé sem obras é morta. Seu caráter íntegro e sua conduta irreprenssível, aliados ao seu entendimento profundo do Reino de Deus, faz dela uma das figuras mais admiráveis da atualidade.

Pois agora começo a apaixonar-me por Franscisco. Meu namorado que me perdoe, mas esse santo conquistou meu coração! Agora entendo por que ele é o cara que melhor caminha entre as religiões. Além de ter suas primeiras biografias escritas por protestantes e ortodoxos, ele é admirado até pelo Dalai Lama!

De acordo com Donald Spoto, autor do livro, Francisco de Assis entendia a caminhada em direção a Deus como um processo, um constante amadurecimento e refinamento do que ele presumia ser a vontade de Deus. Por isso pode-se concluir que sua conversão não foi um acontecimento de um único dia, mas sim a obra de toda uma vida.

Acho que o mais me marcou até agora foi saber que Francisco acreditava num Deus pessoal e amoroso. Talvez seja por isso que Marina tenha cosiderado sua conversão apenas aos 37 anos de idade quando visitou uma igreja evangélica em Brasília.

Sempre achei estranha essa contagem cronológica dos acontecimentos em sua vida, pois pra mim toda a sua trajetória sempre foi um verdadeiro testemunho de alguém que encarnou os valores do Reino. Mas como os próprios teólogos da Teologia da Libertação afirmaram posteriormente: "Deixamos a espiritualidade de lado, e nos preocupamos apenas com o social".

Não que eu acredite que as coisas estejam desassociadas, no entanto, o ativismo social não pressupõe um relacionamento pessoal e profundo com Deus. E acho que é por isso que Marina marcou como sua conversão o dia em que entendeu que o Deus que a fazia ferver o sangue pelos injustiçados é um Deus que se relaciona intimamente com cada ser humano que o busca.

Eis uma bela coincidência entre esses dois santos!

"(...) sua credibilidade (de Francisco) é grande por haver ele demonstrado que nosso melhor momento acontece quando ousamos permitir que Deus penetre em nossas vidas". (Donal Spoto)

2 comentários:

Jeferson Lucas disse...

Humm, gostei do texto heim? ^^

Humberto Ramos disse...

Pena que a gente fique tão restrito às nossas tradições e seguimentos religiosos que não conseguimos abrir os olhos e enxergar pessoas tão humanas fora de nossos arraiais.