Meu sábado seria apenas mais um sábado comum. Programara-me para descansar em casa, tomar um banho de piscina e nenhuma pretensão a mais.
Na sexta-feira recebi um convite muito especial: participar de uma palestra sobre Políticas Ambientais. Quem encabeçaria as discussões seria ninguém mais, ninguém menos, que Marina Silva, a eterna ministra do meio-ambiente e senadora pelo Acre.
Digo “eterna ministra” porque os colegas políticos que compunham a mesa de debates nem se ruborizavam ao chamar Marina de ministra, sendo o cargo hoje ocupado por Carlos Minc. O esquecimento dos companheiros pareceu-me algo muito corriqueiro para a senadora, como se fosse um ato falho compreensível.
E não é pra menos: sem querer (re)ironizar o jornalista Diogo Mainardi, ela de fato “levita”. Mas não porque não tem os pés no chão, como o ácido Mainardi sugeriu. Ela flutua porque é leve de espírito, de alma visivelmente generosa, gente boa de Deus, cidadã do bem, amiga da vida.
Minha admiração por Marina começou em 2006, quando tive a oportunidade de ouvi-la no Congresso Missionário da ABU (Missão 2006), em Viçosa/MG, e consolidou-se quando assisti à entrevista concedida por ela ao Caio Fábio, no portal da Vem & Vê TV.
Pois bem. Tratei de chegar bem cedo no local da palestra a fim de conseguir um lugar bem à frente da bancada, de maneira a contemplá-la bem de pertinho. Depois do longo atraso, ela finalmente chegou, e para minha surpresa, sentou-se ao meu lado.
Após um aperto de mão muito educado, reclinei-me de ladinho e disse a ela: “E eu que sentei aqui achando que veria você a dois metros de distância... você vem e senta bem do meu lado!”. Sorri. Ela respondeu com outro sorriso. Deu-me dois beijinhos no rosto e disse docemente: “É mesmo? Muito prazer, então!”.
Ganhei o dia! Ah! Como é bom poder ver de perto gente que nós tanto admiramos!
Logo ela foi chamada para compor a mesa e entrei no clima da palestra em total arrebatamento, sem acreditar no que acontecera (eu sei... podem chamar de tietagem... dêem o nome que quiserem... continuo maravilhada com a simplicidade e humildade da mulher acreana).
Ouvir a Marina naquela manhã me deu esperança. Talvez pela primeira vez eu esteja realmente animada com uma eleição presidencial, empolgada a fazer campanha política por conta própria para algum candidato. Conhecer o alvo do nosso voto faz um bem danado!
E para encurtar a história, foi-nos oferecido um almoço após a palestra e obviamente não deixei passar a oportunidade. Tirei uma foto com ela (que infelizmente ficou muito ruim, já que eu só tinha celular disponível) e falei sobre como foi bom ouvi-la pela segunda vez e que nós, meu namorado e eu, faríamos a nossa parte por aqui. Ela nos abraçou afetuosamente e sorriu em agradecimento.
Mostramos as camisetas da sua campanha que acabáramos de comprar e fizemos questão de que ela soubesse que por aqui tinha gente apoiando sua candidatura por simples convicção e propósito.
E para os crentões de plantão, já posso adiantar: Não. Ela não será a candidata dos evangélicos. Ela será candidata do povo brasileiro. E aí fica o meu desafio a você, caro leitor:
Eu Marinei, e você?

2 comentários:
Meu bem, ficou muito bom o texto. Gostei de mais! Como estive lá contigo, não pude deixar de me recordar de cada cena... das palavras da Senadora e de como foi bom ouvi-la com um discurso íntegro, inteligente e verdadeiro - sem encenações.
Beijos!
Querida Jacqueline,
Você escreve bem mesmo. Continue!
Obrigado pelo comentário no hotsite da Campanha pelos Bons Tratos. Seria muito legal se você conseguisse realizar algo em sua igreja.
Você recebe a revista Mãos Dadas? Conhece algum projeto social ou igreja que não recebe, mas que poderia receber? Qualquer informação, envie-me um e-mail (lissander@maosdadas.org), ok?
Em Cristo, que nos une.
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